Covid-19

Quatro associações de doentes integram task-force das vacinas

Quatro associações de doentes integram task-force das vacinas

Quatro das associações que representam doentes de várias patologias vão integrar a equipa, liderada pelo ex-secretário de Estado Francisco Ramos, que está a coordenar o plano de vacinação contra a covid-19.

A decisão saiu de uma reunião realizada online este sábado com Francisco Ramos, na qual participaram cerca de 60 das associações que representam doentes.

As associações escolhidas para integrar a equipa são a Liga Portuguesa Contra o Cancro, a Respira (que representa pessoas com Doença Obstrutiva Crónica e outras doenças respiratórias), a Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal (APDP) e a Liga Portuguesa Contra as Doenças Reumáticas.

"Não foi uma reunião técnica, foi uma reunião operacional", adiantou ao JN José Manuel Boavida, presidente da APDP, para explicar que no encontro não foi revelada mais informação sobre o plano de vacinação. "Só a seguir se decidirá qual a capacidade de intervenção" das associações, disse, adiantando esperar que sejam chamadas para ajudar "quer a afinar a mensagem, quer a definir critérios".

Dúvidas sobre prioridade

O médico destacou que as associações têm muitas dúvidas sobre a priorização da vacina. E considerou positivo o facto de algumas poderem estar integradas na equipa, estando disponíveis para "trabalhar naquilo que a "task force" entender".

"Enche-nos de energia para podermos manter esta aproximação à população que mais receio tem", frisou, acrescentando que as associações representam as populações com maior risco, porque a maioria "destas doenças crónicas são as doenças dos idosos".

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Recorde-se que nem todas as doenças crónicas integram a primeira fase do plano de vacinação, que arranca a 5 de janeiro. Apenas os doentes com insuficiência cardíaca, doença coronária, insuficiência renal, doença respiratória obstrutiva crónica e outras doenças respiratórias, estão contempladas, desde que se manifestem em pessoas com mais de 50 anos.

A primeira fase integra ainda os profissionais e utentes de lares de idosos, ou estruturas residenciais similares, trabalhadores e doentes internados nas unidades de cuidados continuados, profissionais de saúde envolvidos na prestação de cuidados a pessoas doentes e membros das forças armadas, forças de segurança e serviços críticos.

Na segunda fase, que deverá avançar em meados de março, é que está prevista a vacinação de pessoas entre os 50 e os 64 anos com pelo menos uma destas patologias: diabetes, neoplasia maligna ativa, doença renal crónica, insuficiência hepática, obesidade, hipertensão arterial e outras doenças que venham a ser incluídas no plano.

Esta fase também prevê a vacinação de todas as pessoas com mais de 65 anos que ainda não tenham sido vacinadas.

A terceira fase deverá abranger a restante população em moldes que ainda não estão definidos.

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