Estado de Emergência

"Direito à informação": Quiosques abertos para fomentar venda de jornais

"Direito à informação": Quiosques abertos para fomentar venda de jornais

Os quiosques vão continuar abertos durante o estado de Emergência decretado no país, para a venda de jornais e revistas.

O primeiro-ministro António Costa anunciou, esta quinta-feira, após o Conselho de Ministros, que os quiosques estão entre os estabelecimentos comerciais que não vão encerrar durante o estado de Emergência já em vigor, a par de padarias, mercearias, supermercados, bombas de gasolina e farmácias, por venderem "bens e serviços absolutamente essenciais ao dia-a-dia das pessoas, que podem e devem manter-se abertos".

A ideia é "garantir o direito à informação", segundo António Costa, nesta altura de restrições à circulação devido à pandemia de Covid-19. A liberdade de imprensa também não será vedada, com a permissão aos jornalistas de poderem continuar a circular e a garantia às gráficas de imprensa de poderem continuar a imprimir. Também em Itália, Espanha e em França, os quiosques foram mantidos abertos para garantir o acesso à informação em situação de estado de Emergência.

Para João Palmeiro, presidente da Associação Portuguesa de Imprensa, estas "são as medidas indispensáveis, necessárias e são as medidas suficientes para estes dias", diz. A associação está a estudar o pacote de medidas excecionais fiscais, sociais e de apoios financeiros já anunciado pelo Governo, para saber se são adaptáveis ao ramo da comunicação social. Perceber "se tornam o suficiente num suficiente sustentado, porque todos os dias pode haver menos gente a comprar jornais", acrescenta João Palmeiro.

A Associação Portuguesa de Imprensa já propôs ao Governo algumas medidas para minimizar o impacto económico do surto de Covid-19 na imprensa. Entre estas propostas está a isenção de IVA na venda de publicações, publicidade, papel e no serviço de impressão durante os próximos meses, adianta João Palmeiro. Outra sugestão vai ao encontro de novas formas de distribuição ao domicílio, aliada aos "take aways" de comida. O Conselho de Ministros volta a reunir, esta sexta-feira, para decidir novas medidas de apoio à economia e às famílias, durante o estado de emergência.

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Para a especialista em Comunicação da Universidade do Minho, Felisbela Lopes, o Governo tem que estar do lado da comunicação social nesta fase financeira difícil que se avizinha e "criar apoios" direcionados ao setor. "A informação jornalística é uma arma poderosíssima neste combate à Covid-19 e os média têm feito um trabalho louvável para dar informação credível, contextualizada e rigorosa", sublinha. Nesta fase, "será difícil manter todas as bancas abertas e as receitas com publicidade vão reduzir drasticamente. Os média estão a abrir conteúdos em espaços que antes eram pagos para fazer um trabalho que é de responsabilidade social", reflete.

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