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Rangel faz forte apelo à união e espera que haja cedências nas listas

Rangel faz forte apelo à união e espera que haja cedências nas listas

Paulo Rangel assumiu a derrota ainda antes das 22 horas, lançando apelos à "unidade" no partido. O eurodeputado reconheceu que a eleição "reforçou a legitimidade" de Rui Rio e garantiu que irá participar na campanha das legislativas.

"Quero fazer um apelo muito importante à unidade", afirmou Rangel, num hotel de Lisboa, apelando ao "espírito de cooperação" de "ambos os lados".

"Dentro de dois meses, teremos uma batalha decisiva, que são as eleições legislativas. E é muito importante que todo o partido esteja unido em torno da estratégia que teve vencimento e do líder que a protagoniza", vincou.

O candidato derrotado garantiu que dará a Rio a sua "colaboração leal e efetiva", considerando que esta eleição interna "reforçou a legitimidade do líder do PSD".

Questionado sobre se irá participar na campanha para as legislativas, Rangel lembrou que o seu único adversário é o PS e assegurou: "Com certeza que estarei na campanha eleitoral a apoiar o PSD. Com todo o gosto o farei".

Vai manter-se no Parlamento Europeu

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O eurodeputado afirmou também que continuará a trabalhar "leal e estreitamente" com o presidente do partido enquanto deputado europeu, cargo que recusou deixar por resultar de um "compromisso" que assumiu com o país. Sobre a sua relação com Rio, afirmou que "não fizemos as pazes porque nunca estivemos em guerra", recebendo palmas dos apoiantes.

Apesar do tom conciliatório, Rangel deixou no ar a hipótese de a legitimidade agora conquistada por Rio poder não ser suficiente para evitar nova onda de contestação interna, caso o PSD tenha um mau resultado nas legislativas. "Tem de fazer essa pergunta ao dr. Rui Rio", atirou, em resposta a uma jornalista.

Sobre a elaboração das listas de deputados, Rangel disse esperar cedências de Rio: "Havendo unidade, têm de fazer-se pontes", defendeu. Já no que toca à visão de que o PSD está dividido entre aparelho e militância de base - argumento usado por Rio -, o eurodeputado considerou-a "artificial e prejudicial" para o partido.

Rangel teve o apoio de Miguel Pinto Luz, que em 2020 concorreu contra Rio. Na sala estiveram vários deputados, como Duarte Marques, Pedro Rodrigues, Cristóvão Norte ou Emídio Guerreiro.

Esta é a segunda vez que Paulo Rangel se candidata a líder do PSD e perde. Em 2010, concorreu contra Passos Coelho e José Aguiar Branco, conseguindo 34,47% (Passos venceu com 61,06%).

Na altura, o eurodeputado arrecadou 15.248 votos; agora, com os resultados finais prestes a serem conhecidos, vai em 17.008. A diferença de 1.760 votos não foi, contudo, suficiente para levar Rio de vencida.

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