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Orçamento

Rio com garantias de que PSD Madeira vai votar contra OE

Rio com garantias de que PSD Madeira vai votar contra OE

O presidente do PSD disse ter garantias de que os deputados do PSD Madeira votarão contra o Orçamento do Estado para 2022, de forma "perfeitamente solidária" com a decisão tomada pela direção nacional.

Rui Rio foi esta terça-feira questionado pelos jornalistas sobre afirmações do presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, de que estaria disponível para conversar com o executivo nacional, numa altura em que o Orçamento tem chumbo anunciado para quarta-feira. "As palavras que interpreto são as que eu próprio ouvi dele, a posição está tomada e está solidária, a Madeira não está à venda, tem dignidade", afirmou.

Questionado sobre se tem garantia de que não vão existir votos diferentes por parte dos três deputados do PSD Madeira em relação ao voto contra decidido pela direção nacional, Rio respondeu afirmativamente. "Foi essa a garantia que me foi dada. Mas nem quero pôr as coisas nesses termos, nada mudou, estamos todos solidários", disse.

Aos jornalistas, Rio disse ter conhecimento de que corria "o boato" de que os deputados do PSD-Madeira poderiam quebrar a disciplina de voto, o que não seria inédito. "As informações que tenho é que os deputados da Madeira estão perfeitamente solidários com decisão unânime da Comissão Política Nacional. A própria Comissão Política Regional decidiu o voto contra um Orçamento que é muito mau para o país e também para a Madeira", repetiu, louvando a "solidariedade entre o que é a autonomia dos deputados do PSD da Madeira e dos Açores e a estratégia nacional".

Defende demissão de Costa

O presidente do PSD defendeu que o primeiro-ministro se devia demitir, em caso de chumbo do Orçamento do Estado, para permitir acelerar o processo eleitoral e "não deixar o país dependurado".

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"A instabilidade está criada a partir do momento em que a maioria parlamentar que se formou chegou ao fim, não vejo como é que possa não haver eleições antecipadas e como é que o primeiro-ministro não se demite, na medida em que ajudava o país a acelerar um processo que tem de ser rápido", considerou o social-democrata, questionado sobre se vê alguma alternativa a eleições antecipadas a confirmar-se a rejeição do Orçamento.

Rio questionou "como é que é possível o primeiro-ministro dizer que não se demite", interrogando sobre como quer António Costa governar: "Um ano com duodécimos?".

"O país não pode ficar aqui dependurado até não sei quantos de janeiro, fevereiro ou março, nós temos de pôr o interesse nacional em primeiro lugar. Eu coloco sempre, não tenham dúvidas", afirmou, dizendo que tal lhe causa "problemas" dentro do PSD.

Para Rio, a partir do momento em que o Orçamento não passe - "ou passe com pesca à linha" - "mais vale clarificar e o mais rapidamente possível".

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