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Rio diz que venda das barragens da EDP é "assunto muito mal explicado"

Rio diz que venda das barragens da EDP é "assunto muito mal explicado"

O líder do PSD considerou, esta quarta-feira, que a venda das seis barragens da EDP é um "assunto muito mal explicado", no qual o Estado foi "burlado". Rui Rio não espera, no entanto, a demissão do ministro do Ambiente, por entender que o primeiro-ministro considera "normal" que um membro do seu Governo minta.

À saída da reunião com o presidente da República, Rio defendeu que o negócio das barragens é "grave" não apenas para o atual Governo mas, também, para o antigo Executivo de José Sócrates.

"O Governo do PS, em 2007, vendeu a extensão da exploração, por mais 13 anos, de 27 barragens por cerca de 700 milhões de euros. Agora, a EDP vende só seis barragens por 2,2 mil milhões de euros", resumiu, afirmando que "o Estado acabou por ser burlado".

"Isto é muito, muito esquisito", insistiu o presidente do PSD, voltando a descrever João Matos Fernandes, ministro do Ambiente, como "advogado de defesa" da EDP. "Naquelas circunstâncias, qualquer empresa tem de pagar" imposto de selo, referiu, aludindo aos 110 milhões de euros referentes a essa taxa que a empresa vendedora acabou por não desembolsar.

Governo insiste em "baralhar e mentir", acusa Rio

Rio afirmou que Matos Fernandes "escondeu dos portugueses" que o parecer técnico original da Agência Portuguesa do Ambiente para a venda das barragens foi negativo. "Há um esforço incrível da parte do Governo em baralhar e mentir", referiu.

Questionado sobre se, no seu entender, o ministro do Ambiente deveria ser demitido, Rio afirmou que a decisão "compete ao primeiro-ministro". No entanto, deixou clara a sua posição: "Depois do que aconteceu com o ministro Eduardo Cabrita e com a ministra da Justiça [Francisca Van Dunem], o mais normal é que o primeiro-ministro mantenha também em funções o ministro do Ambiente", referiu.

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Na opinião do líder social-democrata, o facto de os governantes mais contestados não terem cessado funções prova que, para António Costa, "mentir não é muito grave". Rio criticou a "cobertura" dada por Costa a Matos Fernandes, insurgindo-se contra a "cultura dominante" no Governo.

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