"Entretenimento saudável"

Santa Casa desvaloriza estudo sobre vício das raspadinhas

Santa Casa desvaloriza estudo sobre vício das raspadinhas

O Departamento de Jogos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa desvalorizou a investigação da Universidade do Minho que aponta para um potencial viciante da raspadinha e insiste que não há dados científicos que o suportem.

Em comunicado divulgado esta sexta-feira, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) alega que o artigo em causa, publicado na revista "The Lanet Psychiatry" "não pode ser classificado como 'estudo', sendo que os dados citados se limitam à reprodução de valores contidos no Relatório & Contas 2018 da Santa Casa e no relatório anual de 2019 da Dirección General de Ordenación del Juego, não contemplando informação relevante para uma temática que deve ser tratada com toda a seriedade e rigor, tendo os próprios investigadores admitido não existirem estudos científicos em Portugal para suportarem qualquer tipo de conclusão".

O Departamento de Jogos assegura que as vendas da lotaria instantânea (raspadinha) abrandaram "nos anos mais recentes, mantendo esta o seu peso relativo no portfólio dos produtos".

A instituição frisa que a "situação entre Portugal e Espanha não é comparável, já que neste país não há tradição de aposta neste tipo jogo da lotaria instantânea de base territorial, ao contrário do que acontece em Itália, o país europeu líder no valor médio gasto per capita em raspadinha".

Na monitorização que realiza, assegura a SCML, "o peso do valor gasto no rendimento das famílias tem-se mantido constante nos últimos anos, não chegando a 1%". Além disso, explica, a instituição disponibiliza uma "oferta de jogo adequada e responsável".

Em comunicado, a entidade sublinha que os autores de um estudo que defende a regulação da lotaria instantânea para travar a dependência admitem a falta de estudos que comprovem a adição. Além disso, frisa, a raspadinha assenta numa "política de jogo responsável (...) assente no entretenimento saudável" e "numa política de jogo responsável".

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