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Nostalgia do tabaco de um tempo socialmente incorreto

Nostalgia do tabaco de um tempo socialmente incorreto

Algumas das marcas de tabaco produzidas pela Tabaqueira vão deixar de ser comercializadas ou serão reconvertidas noutras. Uma despedida que muitas vezes dá origem a uma onda de nostalgia, não só pela quantidade de nicotina e pelo sabor, mas também pelo design e pelos valores que as marcas representam.

"O Chesterfield Extra Slims Silver deixará de estar disponível, haverá uma transformação da marca Philip Morris Original em Chesterfield Black e do SG Azul em Marlboro Gold", elucidou fonte da Tabaqueira. "E muito importante: a empresa continuará a investir fortemente numa das suas marcas portuguesas de referência, a marca SG, produzida e comercializada em Portugal desde os anos 50, a qual tem vindo desde então a inovar e a adaptar a sua gama. Passará proximamente a incorporar na família SG Ventil outras das suas variantes de marca. Como é o caso do SG Gigante que passa a SG Ventil Gigante e do SG Filtro que passa a SG Ventil Regular Size Soft", inventariaram.

Se fuma alguma destas marcas, prepare-se para se despedir delas nas próximas semanas, assim que os stocks comecem a esgotar.

Não é a primeira vez que este tipo de transformação ocorre no mercado. Nas últimas décadas, foram muitas as marcas das quais os fumadores tiveram de se despedir, como Definitivos, Kentuky, 20 20 20, High-life, Kart, Porto, Ritz King Size, Ritz Lights, Sintra, Monserrate, CT, Kayak, Paris, Negritas, Surf 18, Surf Lights, SG Masters, SG Pack, Tagus, Melody, Benfica, CUF ou Provisórios.

As embalagens eram mais elegantes, sem advertências aos malefícios do tabaco ou dos índices dos constituintes dos cigarros. Houve um tempo, não muito longínquo na história, em que o incorreto aos olhos da sociedade do século XXI era visto como normal e glamoroso. Anúncios em que se diz taxativamente que as mulheres deviam fumar em vez de comer doces, para potenciar uma bela figura para o (futuro) marido; o Pai Natal fumava; bebés que sabiam identificar as marcas que os pais compravam e proliferavam marcas fumadas por médicos e recomendadas por dentistas. Tudo parecerá muito longínquo à geração pós-milénio, que não assistiu a gente que fumava na televisão, no trabalho, nos aviões e que comprava tabaco avulso.

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