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Subir salários seria política "ilusória" devido à inflação, diz Medina

Subir salários seria política "ilusória" devido à inflação, diz Medina

O ministro das Finanças defendeu, no Parlamento, que o país deve responder com "equilíbrio" e "contas certas" aos "tempos de exigência" que atravessa, marcados pelas consequências da pandemia e da guerra da Ucrânia. Fernando Medina afirmou que a inflação tornaria "ilusório" aumentar os rendimentos portugueses e comprometeu-se a retirar Portugal da lista de países mais endividados da Europa.

No segundo dia da discussão do Orçamento do Estado (OE) na generalidade, Medina referiu que o Governo está apostado em continuar a apoiar as famílias e as empresas, mas respeitando sempre um princípio: evitar "os erros do passado, que contribuiriam para espirais inflacionistas e subidas de rendimento que se revelariam meramente ilusórias".

O governante afirmou-se empenhado em "mitigar de forma significativa" o impacto dos "choques energéticos, alimentares e geopolíticos" atuais, nomeadamente "protegendo os grupos mais atingidos e prosseguindo no essencial".

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"É isto que fazemos no OE", defendeu Medina. No entender do ministro, o documento tem uma dupla vantagem: limita o aumento de preços, "reduzindo a sua propagação na economia e apoiando diretamente os mais atingidos", mas sem contribuir "para pressões inflacionistas adicionais".

"Mensagem fortíssima de confiança"

O ministro reconheceu, no entanto, que Portugal tem uma dívida pública demasiado pesada. Nesse sentido, assumiu o compromisso de retirar o país, "de forma sustentada e perene, da lista de países mais endividados da Europa".

Tal como o primeiro-ministro já tinha feito na véspera, também Medina realçou a importância de "prosseguir uma política de contas certas", considerando-a uma "condição essencial para melhorar as condições de vida das famílias e de financiamento das empresas".

Comentando os dados divulgados esta sexta-feira pelo INE - segundo os quais Portugal cresceu 11,9% em termos homólogos e 2,6% face ao quarto trimestre de 2021 -, o governante falou de uma evolução "impressionante" e de uma "mensagem fortíssima de confiança" dada pelo país ao Governo.

"Isto faz com que este primeiro trimestre esteja já 3,1% acima do primeiro trimestre de 2019, recuperando para os níveis pré-pandemia", frisou.

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