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TAP desiste da compra de 50 BMW e mantém frota mais um ano

TAP desiste da compra de 50 BMW e mantém frota mais um ano

A Comissão Executiva da TAP compreende o sentimento geral dos portugueses e, apesar da decisão que tomou quanto à frota automóvel ser a menos onerosa para a Companhia nas atuais condições de mercado, a TAP procurará manter a atual frota durante um período máximo de um ano, enquanto reavalia a política de mobilidade da empresa.

Em comunicado enviado às redações, a Comissão Executiva da TAP revela que "compreende o sentimento geral dos portugueses e, apesar da decisão que tomou quanto à frota automóvel ser a menos onerosa para a Companhia nas atuais condições de mercado, a TAP procurará manter a atual frota durante um período máximo de um ano, enquanto reavalia a política de mobilidade da Empresa".

Em causa estava decisão da empresa de renovar a frota automóvel para a administração e gestores, o que alegava que iria permitir uma poupança de 630 mil euros anualmente, justificando que a decisão foi assente neste racional ao mesmo tempo que cumpre os contratos.

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A TAP justifica que estavam em causa 50 viaturas, para o qual foi feito um concurso ao mercado, tendo sido convidadas a participar seis entidades no mercado português.

"A proposta escolhida foi a que apresentou o preço mais baixo, com uma renda mensal de 500 euros. Como referência, as outras propostas apresentadas à TAP com valor mais competitivo contemplavam rendas mensais de 750 euros", lia-se num primeiro comunicado sobre a compra, amplamente repudiado pelos sindicatos.

Sindicatos criticaram "falta de bom senso"

O Sitava acusou hoje a TAP de falta de "sensibilidade e bom senso", na polémica sobre a renovação dos carros para administradores, e pediu que a empresa demonstre que não tem dualidade de critérios no cumprimento de contratos.

Em comunicado, com o título "sensibilidade e bom senso precisam-se", o (Sitava) considerou que a administração da TAP contribuiu para que a companhia aérea "volte a ser utilizada como arma de arremesso político", devido à renovação da frota automóvel.

Em causa está a notícia avançada pela TVI/CNN Portugal e pelo portal Away, na quarta-feira, de que a TAP encomendou uma nova frota de automóveis BMW para a administração e gestores, substituindo os da Peugeot.

A TAP defende que a renovação da frota automóvel permite uma poupança de 630 mil euros anuais, justificando que em causa estão 50 viaturas, para o qual foi feito um concurso ao mercado, tendo sido convidadas a participar seis entidades no mercado português.

"Pela nossa parte iremos de imediato solicitar uma reunião à Comissão Executiva para dar oportunidade à empresa de se retratar, e demonstrar que não pratica dualidade de critérios, resolvendo rapidamente as variadíssimas questões pendentes que se arrastam há meses", apontou o sindicato, lembrando que os contratos com os trabalhadores da TAP preveem o "direito ao salário completo", o que "não está a ser cumprido", no âmbito da reestruturação da companhia.

O Sitava vincou que "não está, portanto, em causa o ato de gestão de renovar ou não a frota automóvel, nem sequer a marca escolhida", mas repudiou "profundamente", "as opções de gestão que canaliza recursos para cumprir os contratos com uns e recusa-os a outros, até para resolver as pequenas coisas, mas com grande significado para os trabalhadores".

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