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Três processos disciplinares abertos a instrutores do curso de Comandos

Três processos disciplinares abertos a instrutores do curso de Comandos

O Exército revelou, esta quarta-feira, que instaurou processos disciplinares a três instrutores do curso de Comandos, por "indícios de infração disciplinar". Em comunicado, o gabinete do Chefe do Estado-Maior do Exército refere que as hospitalizações de seis instruendos, ocorridas em setembro, aconteceram devido ao "cansaço acumulado" durante uma sessão do curso.

O comunicado dá conta de que o processo de averiguações aberto pelo Exército determinou "a instauração de processo disciplinar a três militares da Equipa de Instrução do 138.º Curso de Comandos, dada a existência de indícios de infração disciplinar, por eventual violação dos deveres de obediência, zelo e responsabilidade, previstos no Regulamento de Disciplina Militar".

Segundo o mesmo texto, concluiu-se que "os fatores que levaram aos acontecimentos ocorridos tiveram origem no cansaço acumulado pelos formandos, agravado pela falta de preparação física". Já o apoio médico-sanitário "foi realizado adequadamente", lê-se.

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O Exército adianta ainda que, no que toca à Inspeção Técnica Extraordinária, "concluiu-se existir a necessidade de analisar e rever alguns dos normativos relativos ao curso de Comandos". Nesse sentido, o General Chefe do Estado-Maior do Exército "determinou a constituição de um grupo de trabalho, com a incumbência de propor uma revisão do Referencial do Curso de Comandos".

O objetivo, revela o comunicado, é fazer com que a referida formação "adote um carácter mais evolutivo, com uma fase preparatória e adaptativa, uma atualização de normativos e procedimentos, e uma definição das ações de controlo médico, físico e psicológico a executar, antes, durante e após a frequência do Curso de Comandos". Estas serão "necessárias para garantir a continuada aptidão dos formandos para responder às solicitações do curso".

O reinício do 138º curso de Comandos irá ocorrer "com brevidade" assim que forem aprovadas as propostas do grupo de trabalho, revela ainda o Exército, que anunciou já ter fornecido às autoridades competentes toda a documentação inerente ao processo.

Esta quarta-feira, horas antes, a ministra da Defesa, Helena Carreiras, tinha revelado que as conclusões do processo de averiguações e inspeção técnica foram enviadas ao Ministério Público, onde decorre um inquérito.

"Recentemente, o Exército informou-me que estavam concluídos o processo de averiguações e a inspeção técnica extraordinária ao curso e que os resultados desses processos foram enviados ao Ministério Público onde, como se sabe, decorre um inquérito. Vamos, portanto, aguardar o resultado desse inquérito do Ministério Público para, enfim, tomar as medidas que possam considerar se necessárias decorrendo das conclusões do inquérito", frisou a ministra.

No dia 10 de setembro, três dias após os acontecimentos, o Estado-Maior do Exército ordenou a interrupção do curso de Comandos. Ao todo, seis instruendos tiveram de receber apoio hospitalar, tendo um deles necessitado de um transplante hepático.

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