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Um milhão de eleitores-fantasma e emigrantes engrossam abstenção

Um milhão de eleitores-fantasma e emigrantes engrossam abstenção

Residentes no estrangeiro que escolheram manter a sua morada em Portugal são apontados como principal fator.

Eleição após eleição, o mesmo fantasma assombra os resultados e inflaciona a abstenção que, só por estarmos em pandemia, já se prevê bastante elevada amanhã. Em tempos de covid-19, passou os 60% nas presidenciais de 2021 e foi de 46% nas autárquicas. Os investigadores referem entre 600 mil e mais de um milhão de eleitores-fantasma. Mas a situação é sobretudo atribuída aos emigrantes, pela diferença entre os Censos e os cadernos eleitorais.

A questão dos eleitores-fantasma é recorrente, apesar das medidas introduzidas para corrigir os cadernos. Mas há quem destaque que o maior fator são os portugueses que há muito vivem no estrangeiro, mas fizeram questão de manter o recenseamento no país natal. Ou seja, emigrantes que constam dos cadernos eleitorais mas não dos Censos. E, assim, chega-se à tal diferença superior a um milhão.

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