Covid-19

"Vamos apertar mais um bocadinho" na Páscoa, diz António Costa

"Vamos apertar mais um bocadinho" na Páscoa, diz António Costa

O primeiro-ministro esteve no programa de Cristina Ferreira a dar explicações sobre o Covid-19 e mostrou um lado mais intimista. Não adiantou novidades em relação a medidas que pode vir a tomar no âmbito do Estado de Emergência, mas, em altura de férias da Páscoa, apelou a que os portugueses - emigrantes incluídos -, fiquem em casa. Porque as autoridades vão estar mais atentas.

O formato é de entretenimento, faz a SIC liderar todas as manhãs e, por isso, a conversa começou informal, com Cristina Ferreira a perguntar a António Costa como está. O primeiro-ministro sorriu... e anuiu. "Estou melhor que a generalidade das pessoas, muitas estão a sofrer com doenças de familiares", destacou, frisando que, apesar da pressão da exposição mediática, não se sente cansado.

"Felizmente tenho conseguido dormir. Este é um momento único, ninguém estava preparado, o que nos dá energia são os profissionais que estão na linha da frente e as pessoas que se resguardam em casa".

Em seguida, António Costa frisou que tem sido sempre verdadeiro nas mensagens ao país. "Temos de ser sinceros uns com os outros, não sabemos se vamos estar um, dois ou três meses nesta situação. Isto é assustador para todos". O político sente-se orgulhoso. "Tenho muito orgulho de servir o país neste momento, mas enorme angústia para saber se estou à altura".

Em seguida, António Costa passou em revista alguns temas, nomeadamente na Educação e Economia, mas não adiantou novas medidas que podem ser tomadas no âmbito do Estado de Emergência, que, admitiu, deve ser ampliado esta quinta-feira por Marcelo Rebelo de Sousa. A novidade foi em relação às férias da Páscoa, com o primeiro-ministro a admitir que as autoridades vão estar mais atentas e poderão ter mais poder de ação.

"Vamos manter as medidas tomadas até agora, mas se calhar terão de ser mais claras nesta altura da Páscoa. As pessoas não podem ir à terra e ao Algarve. Possivelmente vamos ter de apertar mais um bocadinho nas medidas."

E acrescentou: "Estamos num momento perigosíssimo, que é a altura desta quadra festiva. Este ano tem de ser vivida de forma diferente. Os emigrantes, por exemplo, não devem vir. Sei que é duríssimo, mas as famílias não podem estar juntas em grandes almoços", rematou.

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