Covid-19

Variante delta domina infeções em todo o país. Lisboa e Algarve nos 100%

Variante delta domina infeções em todo o país. Lisboa e Algarve nos 100%

A variante delta do Sars-Cov-2 já representa 86,9% dos novos casos de covid-19 em todo país. Em Lisboa e no Algarve, a prevalência é de 100% e no Norte é de 88,2%.

A estimativa consta do novo relatório sobre a diversidade genética do novo coronavírus em Portugal, publicado, esta terça-feira, pelo Instituto Ricardo Jorge (INSA).

"Entre as novas sequências analisadas, a variante delta (B.1.617.2) é a variante mais prevalente em Portugal com uma frequência relativa de 88.6% na semana 26 (28 junho-4 julho), mantendo-se dominante em todas as regiões", escreve o INSA.

Nessa semana, a região de Lisboa e Vale do Tejo atingiu os 100% de novos casos com origem da variante delta. É a zona do país com uma prevalência maior desta estirpe, a par do Algarve, região em que os todos os novos casos são desta variante.

O Alentejo, com 95%, o Norte, com 88,2%, e o Centro, com 81,8%, são as regiões que se seguem no quadro publicado pelo INSA. Os Açores e a Madeira têm, respetivamente, 62,5% e 79,2%.

"Entre outras variantes de interesse em circulação em Portugal, destaca-se a variante/linhagem B.1.621, detetada inicialmente na Colômbia, a qual tem apresentado uma frequência relativa à volta de 1% nas últimas semanas", refere o estudo sobre a diversidade genética do novo coronavírus em Portugal.

De acordo com o documento, esta "variante de interesse" apresenta várias mutações na proteína `spike´ que são partilhadas com algumas "variantes de preocupação".

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica as variantes do vírus como de "preocupação" (VOC, na sigla em inglês) ou de "interesse" (VOI), tendo atribuído, no final de maio, a designação de letras do alfabeto grego para facilitar a compreensão.

Na categoria de VOC estão a Alpha, detetada inicialmente no Reino Unido em dezembro de 2020, a Beta, associada à África do Sul desde dezembro de 2020, a Gamma, identificada no Brasil em janeiro de 2021, e a Delta, originária da Índia e classificada como de preocupação em maio deste ano.

O relatório do INSA indica também que a frequência relativa das variantes Beta e Gamma, associadas inicialmente à África do Sul e ao Brasil, respetivamente, mantém-se baixa e sem tendência crescente, sendo inferior a 1% nas últimas amostragens a nível nacional.

Além disso, não foram detetados novos casos da variante Lambda, que apresenta circulação vincada em regiões do Peru e do Chile, avança o instituto.

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