Polémica

Ventura quer que Joacine "seja devolvida ao país de origem"

Ventura quer que Joacine "seja devolvida ao país de origem"

O deputado do Chega, André Ventura pediu esta terça-feira, nas redes sociais, que Joacine Katar Moreira seja "devolvida ao seu país de origem". Na publicação, o parlamentar acrescentou que a deportação da deputada do Livre tornaria tudo "muito mais tranquilo para todos... inclusivamente para o seu partido! Mas sobretudo para Portugal!" [sic]. A reação surge depois de Joacine ter proposto que Portugal devolva às ex-colónias o património cultural destes territórios que esteja hoje em solo nacional.

A proposta do Livre, assinada por Joacine Katar Moreira, pretende que o património das ex-colónias que esteja atualmente na posse de museus e arquivos portugueses possa ser identificado, reclamado e restituído às comunidades de origem. A medida, inserida numa proposta que deseja levar a cabo um programa de "descolonização da cultura" e uma "estratégia nacional para a descolonização do conhecimento", visa uma alteração ao Orçamento do Estado.

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Livre condena Chega e CDS; Bloco também reage

Em comunicado, o Livre reagiu às palavras de André Ventura mas, também, às de Francisco Rodrigues dos Santos - recém-eleito líder do CDS que disse, esta terça-feira, que no seu partido "não existem Joacines". O Livre escreve que "não pode deixar de repudiar veementemente" os "contínuos ataques de caráter e referências de índole racista e sexista por parte de deputados e dirigentes partidários da direita".

O Livre condena as declarações "sexistas e deselegantes de Francisco Rodrigues dos Santos" e "as palavras deploráveis e racistas de André Ventura, deputado da extrema-direita portuguesa". As divergências políticas, conclui o comunicado, não podem nunca justificar este tipo de declarações, razão pela qual o Livre "está e estará sempre na linha da frente do combate a todas as discriminações".

Também Pedro Filipe Soares, líder parlamentar do Bloco de Esquerda, reagiu às declarações de Ventura. No Twitter, denunciou o "racismo e falta de noção democrática " do líder do Chega, garantindo que os bloquistas vão propor "uma frontal condenação" destas palavras "ao Presidente da Assembleia da República e a todos os parlamentares".

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