Covid-19

Vice-almirante enfrenta manifestantes "sem medo" e contra o "obscurantismo"

Vice-almirante enfrenta manifestantes "sem medo" e contra o "obscurantismo"

O coordenador do grupo de trabalho para o plano de vacinação foi recebido com assobios, empurrões e palavras duras por um pequeno grupo de manifestantes anti-vacina em Odivelas. Em resposta, Gouveia e Melo teceu críticas ao "obscurantismo" e fez questão de sair pela porta onde estava a decorrer o protesto.

À entrada para o centro de vacinação, o vice-almirante ouviu apupos e gritos de "assassino". E respondeu: "A pandemia é a verdadeira assassina e o obscurantismo pode ajudá-la".

Já dentro do pavilhão, Gouveia e Melo realçou que, embora o direito à manifestação exista, ele não pode implicar que "as outras pessoas não tenham direito à sua opinião". E acrescentou que, quando os protestos envolvem violência, deixam de ser democráticos.

O coordenador do plano de vacinação, a quem o grupo de manifestantes chamou "ditador", lembrou que o processo de vacinação "é livre" e que ninguém é obrigado a vacinar-se.

Gouveia e Melo fez questão de referir que sairia pela porta principal do pavilhão, o que implicaria voltar a cruzar-se com os manifestantes. "Não tenho medo nenhum e vou passar por ali outra vez quando sair", referiu. Perante a insistência dos jornalistas, atirou: "Medo de quê?"

O vice-almirante esteve presente, este sábado, nos centros de vacinação de Loures e Odivelas, para monitorizar a vacinação dos jovens de 16 e 17 anos. Segundo dados do grupo de trabalho, pelo menos 98 mil adolescentes receberam a primeira dose.

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