Covid-19

Vice-almirante Gouveia e Melo é o novo coordenador do plano de vacinação

Vice-almirante Gouveia e Melo é o novo coordenador do plano de vacinação

O número dois da "task force" responsável pela gestão do plano de vacinação contra a covid-19 em Portugal vai suceder a Francisco Ramos, que se demitiu esta terça-feira do cargo de coordenador da estrutura.

O vice-almirante Gouveia e Melo é o novo coordenador do plano de vacinação. A decisão foi tomada esta quarta-feira pela ministra da Saúde, Marta Temido, na sequência da demissão de Francisco Ramos.

"O vice-Almirante já integrava a equipa que agora passa a coordenar, assumindo funções de imediato", anunciou o ministério, em comunicado.

Nas primeiras declarações aos jornalistas enquanto coordenador da "task-force", criada em novembro de 2020, o vice-almirante garantiu que conhece bem a estrutura, na qual trabalhou desde o início do plano de vacinação. "É só mudar a função", frisou.

Além disso, afirmou que a principal prioridade será, agora, apertar as regras para combater os casos de vacinação não prioritária que se têm vindo a registar.

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Num breve comentário à demissão apresentada pelo anterior coordenador do plano, Gouveia e Melo sublinhou apenas que Francisco Ramos teve uma "posição nobre e honrada".

O responsável renunciou ao cargo por irregularidades detetadas pelo próprio no processo de seleção de profissionais de saúde no Hospital da Cruz Vermelha Portuguesa, do qual é presidente da Comissão Executiva.

"Ao tomar conhecimento de irregularidades no processo de seleção para vacinação de profissionais de saúde do Hospital da Cruz Vermelha, do qual sou Presidente da Comissão Executiva, considero que não se reúnem as condições para me manter no cargo de coordenador da task force para a elaboração do Plano de Vacinação Contra a covid-19 em Portugal. Assim, apresentei ontem, dia 2 de fevereiro de 2021, à Senhora Ministra da Saúde, a renúncia ao cargo", escreveu Francisco Ramos, num e-mail enviado às redações.

O vice-almirante Gouveia e Melo sublinhou ainda o contributo dos militares no combate à pandemia, revelando que a capacidade do hospital das Forças Armadas já foi aumentada dez vezes para fazer frente à covid-19.

"Nós gostamos é de prestar serviço de forma silenciosa", concluiu.

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