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Vice do Chega quer "erradicar o PCP" de Portugal

Vice do Chega quer "erradicar o PCP" de Portugal

Os militantes do Chega estiveram reunidos esta sexta-feira até às 2.15 horas da manhã no primeiro dia do IV Congresso Nacional, em Viseu, para regularizarem os documentos considerados ilegais pelo Tribunal Constitucional. Um dos discursos da noite foi do vice-presidente Pedro Santos Frazão, que quer "erradicar o PCP" de Portugal.

Para Pedro Santos Frazão, vice-presidente da Direção Nacional do Chega, um dos objetivos eleitorais é conseguir terminar com a representação parlamentar dos comunistas: "Temos de facto que continuar a lutar com todas as nossas forças também para tirar o PCP. Os portugueses percebem que, de uma vez por todas, temos de erradicar o PCP do nosso país, das ilhas, do Continente, do Norte até ao Sul".

Dando como exemplo o Parlamento Regional dos Açores, em que o PCP deixou de estar representado, o vice-presidente do Chega definiu como objetivo "exterminar o comunismo em Portugal Continental".

Noutra frente, Diogo Pacheco de Amorim debruçou-se sobre a possibilidade de acordos de incidência parlamentar após as eleições legislativas de 30 de janeiro, com os quais discorda: "Um acordo de incidência parlamentar é uma armadilha. Por um lado, o partido maioritário vai assobiando para o lado, se nós não fazemos exigências, perdemos eleitorado, se fazemos exigências somos acusados de desestabilizar".

Numa noite em que o PSD foi o principal visado nas críticas, o secretário-geral adjunto, Pedro Pinto, desejou que fosse Paulo Rangel a vencer as eleições diretas que se realizam este sábado para eleger o líder dos sociais-democratas: "Eu gostava que Paulo Rangel ganhasse as eleições, sinceramente. Queria ver o que ele ia fazer ao Governo Regional dos Açores".

O secretário-geral adjunto lembrou os congressistas que o Chega "tem a oportunidade de fazer história", mas as lutas internas podem condicionar o resultado eleitoral de 30 de janeiro: "Que não sejamos nós a boicotar esse crescimento".

As votações dos documentos e atos considerados ilegais pelo Tribunal Constitucional prolongaram-se por duas horas, com pouca discussão. A oposição interna quase não se fez ouvir e o momento mais tenso da noite foi protagonizado por Joana Guimarães, conselheira nacional e vice-presidente da Distrital do Porto, que discordou do facto de existirem moções de recomendação. Ainda entrou em diálogo com o secretário-geral Tiago Sousa Dias, mas a discussão foi rapidamente sanada.

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O IV Congresso Nacional do Chega decorre até domingo na Expocenter de Viseu. Este sábado são votadas as moções estatutárias e as moções de recomendação dos congressistas.

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