O psicólogo Philip Zimbardo, de 85 anos, ficou conhecido pela recriação de uma prisão na Universidade de Stanford, em 1971. Esteve no Porto para falar sobre a sua carreira e trabalho.

Investigação

Philip Zimbardo: "O heroísmo não existia em nenhum livro de Psicologia"

Philip Zimbardo: "O heroísmo não existia em nenhum livro de Psicologia"

Foi na década de 70, e ainda em plena Guerra do Vietname, que o professor universitário e psicólogo Philip Zimbardo decidiu criar uma prisão na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, com alunos a interpretar o papel de prisioneiros e de guardas. O objetivo seria verificar como pessoas saudáveis, psicológica e fisicamente, poderiam mudar o seu caráter num ambiente duro e pesado, por detrás das grades.

O próprio criador da iniciativa, Zimbardo, desempenhava o papel de diretor da prisão.

A experiência fracassou ao fim de seis dias, quando a violência começou a aumentar entre os estudantes universitários. Em cinco dias, cinco voluntários apresentaram sinais de depressão e desistiram. A atual esposa de Philip Zimbardo, a também psicóloga Christina Maslach, foi quem incentivou ao fim da atividade.

Em 2008, Philip Zimbardo criou o projeto "Heroic Imagination Project", uma organização não governamental que incentiva cada pessoa a ser um herói quotidiano. A equipa do projeto, liderada pelo psicólogo, dá sessões de treino a professores, para que os ensinamentos de altruísmo e empatia possam ser transmitidos para crianças e jovens.

O "Heroic Imagination Project" está presente em 12 países, incluindo Portugal, na Escola Secundária de Alberto Sampaio, em Braga. Zimbardo esteve na Universidade Católica, no Porto, a apresentar a conferência "Da criação da maldade para a inspiração do heroísmo".

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