Cultura em contraciclo: precioso vinil, cinema trash e clássicos com futuro

Contra as tendências marchar, marchar
A recuperar
A muito estimável editora independente lisboeta Holuzam volta a remexer no passado e revela "Dou Dou Doudo: Ao Vivo na Cooperativa Árvore", registo de um encontro, na instituição portuense, em novembro de 1978, da dupla experimental Anar Band (Jorge Lima Barreto e Rui Reininho) com o poeta E.M. de Melo e Castro, não menos experimental. Edição de 300 preciosos exemplares em vinil.
A ignorar
Escolher para o olvido "Melania", documentário de Brett Ratner (currículo: "Hora de Ponta", "Dragão Vermelho"), sobre a mulher de Donald Trump, é uma opção igual à pescada: antes de ser já o é. As moscas são os principais clientes das salas que passam este naco de propaganda que custou 75 milhões de dólares. O receio de se tornar um clássico trash, qual "The Rocky Horror Picture Show", é real.
A não esquecer
Há gente nova, rapazes, a mergulhar em clássicos da literatura e a partilhar a descoberta em vídeos onde se esmiúçam as obras. E quem partilha, semeia a curiosidade. Com milhares de seguidores. É o caso de Chris Fizer, aliás @ChrisKindaReads - é vê-lo, em várias plataformas, a explicar como "O Conde de Monte Cristo", de Alexandre Dumas, mudou a sua vida. A seguir: "Na trilha da solidão", de Larry McMurtry.

