Presentes que valem uma vida
Um rim que veio pôr fim a uma saga de anos a fazer diálise, uma recuperação incrível de quem chegou a só conseguir mexer os olhos, uma irmã que julgou o mano morto e o foi reencontrar ao fim de mais de 20 anos de ausência. Em tempo de Natal, três histórias de "prendas" impossíveis de esquecer.
Este ano, o Natal de Filipe, Catarina, Gui, Manuel e Vasco vai ser mais contido. Menos gente, menos contactos, menos barafunda. "Ainda estamos a tentar perceber ao certo como vamos fazer, mas, se habitualmente somos à volta de 15 pessoas, este ano teremos de ser muito menos", explica Filipe Almeida. A mudança não é, contudo, motivo para lamentos ou tristezas. Pelo contrário. Vem a reboque de uma notícia que esperavam há pelo menos uma década e que bate toda e qualquer prenda que possa vir no sapatinho. Ao fim de quase nove anos de diálise, Filipe, o pai, recebeu por fim o rim que lhe permitiu livrar-se do tratamento e das várias restrições que vinham com ele. O transplante aconteceu a 25 de outubro, exatamente dois meses antes do Natal, e correu lindamente. Mas os imunosupressores e a maior debilidade do sistema imunitário obrigam a recato máximo. "Reduzir contactos é aumentar a minha proteção, mas, pelo motivo que é, compensa qualquer ajuntamento ou festa que tenhamos de adiar", vinca.

