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Atualização reduz taxa de retenção para a maior parte dos trabalhadores. Empresas devem aplicar novas tabelas já em janeiro.
Três medidas-chave
As novas taxas usadas para calcular o valor a descontar todos os meses são mais baixas do que as que vigoraram no ano passado, por "culpa" de três medidas: a redução das taxas dos 2.º ao 5.º escalões; a atualização dos valores que definem os nove degraus de rendimento em 3,51%; o aumento do mínimo de existência para 12 880 euros.
920€
Para garantir que os trabalhadores que ganham o salário mínimo não são tributados em IRS, as tabelas salvaguardam que a taxa de retenção é de 0% até 920 euros brutos mensais. Também as pensões até esse valor não farão retenção de IRS.
Já em janeiro
Uma vez que o despacho em causa produziu efeitos a partir de 1 de janeiro de 2026, as empresas e outras entidades empregadoras devem aplicar as novas tabelas já este mês. Caso, por alguma razão, não o façam, ficam obrigadas a corrigir os valores em fevereiro, de acordo com o estipulado nas regras gerais do Código do IRS.
Menor reembolso
Se é certo que a generalidade dos trabalhadores vai passar a receber mais mensalmente, vale a pena lembrar que este desagravamento fiscal mensal terá impacto na altura do reembolso do IRS. Na prática, prepare-se para receber menos, ou até para pagar mais.
96€
O valor que um trabalhador com um salário de 1200 euros, solteiro e sem filhos, passará a pagar de IRS (menos 11 euros do que até aqui).
[raio-X é uma rubrica semanal da "Notícias Magazine"]

