
Os cientistas têm investigado uma terapia a partir do uso de duas moléculas de veneno do marimbondo-estrela, um tipo de vespa brasileira.
Investigadores brasileiros da Universidade de Brasília estão a desenvolver moléculas inspiradas no veneno do marimbondo-estrela (Polybia occidentalis) que demonstraram capacidade de interferir na formação das placas beta-amiloides associadas à doença de Alzheimer, abrindo uma nova frente na investigação de terapias antiamiloides.
Estudos laboratoriais e simulações computacionais indicam que compostos como a octovespina e a fraternina-10 conseguem desagregar estas placas e, em testes com animais, reduzir sintomas como o esquecimento, embora os resultados ainda sejam preliminares.
Apesar do potencial, serão necessários mais anos de investigação para ultrapassar limitações técnicas, avaliar a segurança e definir formas viáveis de administração antes de avançar para ensaios clínicos em humanos, num contexto em que o envelhecimento da população torna o Alzheimer um desafio crescente de saúde pública.
Os investigadores sublinham que estas terapias não representam uma cura, mas podem atrasar significativamente a progressão da doença se aplicadas numa fase precoce.
