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A alta-costura mundial já é "made in Portugal"

A alta-costura mundial já é "made in Portugal"

Empresas portuguesas vendem confeções e cada vez mais serviços: os clientes das mais reputadas marcas internacionais compram modelos, escolhem entre a oferta de tecidos e acessórios e encomendam coleções exclusivas.

Emília Nunes tinha 14 anos quando integrou a equipa de 20 pessoas com que começou a Calvelex, em 1986. "A minha mãe ficou viúva, aos 44 anos, com sete filhos menores. Tive de vir trabalhar, para ajudar", recorda, sem pesar, porque acabou por descobrir que gosta do que faz e nunca pensou mudar. Ao cabo de duas décadas a produzir vestuário na empresa de Lousada, Emília viu a empresa crescer, tornar-se uma família, mesmo se hoje emprega mais de 700 pessoas.

"Nunca pensei ir embora, nem nas alturas mais complicadas. Agora, fico até me reformar. Gosto do ambiente, dos patrões, do trabalho cada vez mais complexo", assegura, enquanto recorta, com cuidado, um tecido de forma a alinhar o padrão nos bolsos de umas calças de gama média-alta que hão de aparecer "nos desfiles da televisão ou nas revistas de moda".