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Oh não, os meus filhos já querem sair à noite

Oh não, os meus filhos já querem sair à noite

Quando deixar, que regras impor, o que fazer para que o processo seja natural e saudável. Um guia para pais à beira de um ataque de nervos.

O aperto no estômago, a inquietude que fica a moer, o dar por si a olhar para o telemóvel vezes sem conta, os nervos em franja quando passa da hora e do outro lado ninguém atende, o súbito suspiro de tranquilidade quando por fim eles estão de novo debaixo do mesmo teto, seguros e em paz. Se tem filhos adolescentes que já começaram a sair à noite há de identificar-se, no mínimo, com alguns destes "sintomas". Depois, são as múltiplas perguntas que emergem. Qual é a idade ideal para começar a deixar o meu filho sair? Será que devo impor horas de chegada à minha filha? E ir buscá-la, será melhor? O que posso fazer para que não se metam em problemas? A problemática é complexa. Implica tempo e treino. E claro, a capacidade de adaptar regras e conselhos em função da postura que lhes vamos reconhecendo.

"Ao contrário do que a maior parte das pessoas pensa, esta questão deve ser trabalhada ainda na primeira década de vida", começa por dizer Cristina Valente, psicóloga e coach parental. A especialista, autora de livros como "O que se passa na cabeça do adolescente?" e "Coaching emocional para pais", justifica esta necessidade com todas as competências envolvidas no processo. "Tem tudo a ver com comunicação, com a fé que temos no adolescente, com a responsabilidade e a autonomia, que são capacidades que devem começar a ser trabalhadas muito cedo. Se o fizermos, quando aos 16 houver a necessidade de combinar um novo tipo de rotinas, tudo será mais fácil."

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