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Trabalhar com um cromossoma a mais

Trabalhar com um cromossoma a mais

Daniel, Henri, Inês, Luís e Noemi são cinco dos cerca de 15 mil portugueses com Trissomia 21. E são cinco exemplos de como a alteração genética com que nasceram não lhes roubou uma vida profissional.

A banca de trabalho de Daniel Rodrigues está imaculada. A louça chega do restaurante, ele passa-a por água, mete-a na máquina de lavar e não deixa acumular tarefas. "Tudo o que me pedem, eu faço logo. É uma segunda família que eu tenho aqui", garante o ajudante de cozinha, cuja alegria não deixa ninguém indiferente.

Daniel tem 26 anos e chegou ao Hotel Axis Porto, há cerca de dois anos, para fazer um estágio, no âmbito do projeto europeu "Valuable", criado para promover a inclusão profissional de trabalhadores com Perturbação do Desenvolvimento Intelectual (PDI). Há um ano, assinou contrato. Começou na copa, na limpeza de louças, e daí passou para a cafetaria, para fazer reposição nos pequenos-almoços. "Tem vindo sempre a evoluir. Até já faz bolachas, descasca frutas, prepara sobremesas, faz receção de mercadorias e o registo das temperaturas dos equipamentos de frio, por exemplo. Tudo o que outra pessoa faria nas funções em questão", atesta Simão Sá, diretor do hotel. Facto revelado: "O número de reclamações do pequeno-almoço baixou bastante".

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