Nos momentos de alguma confusão, parece-me da maior importância que cada um se saiba concentrar no essencial, criando condições para fazer a sua parte e não se deixando envolver por situações mais ou menos perturbadoras. Mesmo que outros não cumpram as suas obrigações, mesmo que outros desatinem e façam o que não devem, que cada um de nós seja capaz de compreender a importância de se focar no cumprimento do seu dever e de fazer acontecer as coisas da forma mais bonita possível.
Portugal vive uma situação algo complexa, onde alguns princípios têm sido ignorados e alguns valores ultrapassados, instalando-se alguma confusão. Valerá a pena darmos muita atenção à trapalhada envolvente? Parece que não.
O nosso melhor contributo é fazermos a nossa parte, independentemente do que se passa à volta. E se isso é importante e valoroso em situações normais, ainda mais o será em situações de alguma crise. Pela acção em si e pelo exemplo que constitui, influenciando positivamente terceiros.
No ambiente familiar, nas instituições onde trabalhamos, nas empresas, nas autarquias, na administração pública ou no Governo do país torna-se muito importante que cada um procure fazer a sua parte. Bem e à primeira; o que só pode acontecer se realmente estiver muito focado.
Claro que nos devemos manter suficientemente informados sobre as situações de interesse nacional e internacional, mas evitando gastar demasiado tempo a ler e a ouvir notícias de maldizer, a alimentar conversas inúteis e a desperdiçar energia com o que não presta. Antes nos devemos manter razoavelmente distanciados das trapalhadas, concentrando a nossa atenção, o nosso pensamento, a nossa energia e a nossa actividade naquilo que é construtivo, útil e importante para nós e para os que nos rodeiam (de perto ou mesmo de longe).
As crises sempre terminam por se resolver. E resolvem-se tão mais depressa, quanto cada um consiga fazer a sua parte. Tão mais depressa quanto cada um consiga fazer bem a sua parte.
