O JN está disponível nos lugares disponíveis. Não falha, não capitula, não desiste, não facilita. E são dias difíceis, quem nos lê sabe que o vento sopra forte, que ser jornalista começa a ser um ato de resistência, de combate permanente pela sobrevivência. Não é apenas a profissão que está na penumbra, é o futuro da democracia, do nosso modo de pensar, de sonhar, até de amar. A redação do JN está aqui para si. Mesmo hoje, mesmo quando alguém diz que podemos descansar um bocadinho, que não há quiosques abertos, que não vale a pena. Sou um passageiro a prazo, não faço parte da equipa que se sacrifica, mas julgo poder falar por eles e por elas, pela direção, pela redação, pelos miúdos que agora começam - se existe um leitor à espera deste jornal, o dever de quem informa é o de não pensar em mais nada antes de o trabalho estar feito. As nossas famílias sabem que podemos chegar à mesa já com o peru sem recheio. Um Natal que esteja a ser feliz, é o meu desejo. E deixe-me partilhar consigo o que porventura não sabe. Nos jornais, e em todo o lado, há figuras invisíveis cuja presença é decisiva para que as máquinas funcionem. Nesta sua casa há uma mulher assim, discreta e sempre presente. Não assina textos, não está na primeira linha, nunca a vemos, mas sem ela o jornal seria pior. Neste dia de Natal abraço a Alice Rodrigues, entre outras coisas revisora do jornal, sempre inquebrantável... até ao último texto. O jornalismo, tal como a vida, é também isto. Fazer o melhor possível até ao último ponto final.
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