AMP: quando as regiões fazem melhor, o centralismo perde força
A Área Metropolitana do Porto (AMP) reúne um conjunto de características que a colocam numa posição singular: pessoas com iniciativa, uma cultura de trabalho enraizada e uma forte ligação à liberdade e à autonomia. Condições que considero serem o ponto de partida para afirmar a Região Norte como um dos espaços mais dinâmicos do contexto europeu.
O ciclo que agora se inicia cria um quadro político favorável à afirmação metropolitana. As eleições autárquicas ficaram para trás, os autarcas estão eleitos e legitimados, os municípios apresentam situações financeiras sólidas e existem fundos comunitários disponíveis. Estão, portanto, reunidas todas as condições para decidir e executar.
Existe hoje um entendimento político alargado na liderança da AMP. A presidência assumida pelo presidente da Câmara Municipal do Porto conferiu à região uma voz política com expressão nacional. Em paralelo, há um conjunto de autarcas de diferentes sensibilidades políticas que partilham o diagnóstico dos principais problemas e, mais importante, convergem nas soluções a implementar.
Este percurso tem permitido consolidar, de forma gradual, um verdadeiro território metropolitano. Um espaço com identidade e sentimento de pertença, que se constrói através da cooperação entre municípios, da solidariedade territorial e de uma liderança que resulta do trabalho e do exemplo.
Quando falamos de desenvolvimento metropolitano, falamos de áreas muito concretas da vida das pessoas: emprego e desenvolvimento económico, cultura, habitação, saúde, ambiente, educação, mobilidade, incluindo a mobilidade suave, regeneração urbana, entre outras. São estas áreas que determinam a qualidade de vida das pessoas e a capacidade da região para gerar mais oportunidades, mais desenvolvimento.
Resolver problemas concretos das pessoas, criar condições para a iniciativa privada e potenciar todo o valor do território são fatores determinantes para afirmar a AMP como uma região líder.O centralismo vence-se quando as regiões mostram que sabem fazer e que conseguem fazer melhor. Na AMP temos os meios, temos vontade e temos uma região riquíssima. Não paremos. Avancemos.
A Área Metropolitana do Porto iniciou agora um novo ciclo. Saibamos estar à altura dele. Saibamos colocar, acima de tudo, o interesse da região. E saibamos afirmar um caminho de desenvolvimento e liderança assente na capacidade das pessoas que aqui vivem e trabalham.

