
Nestes dias de Natal, acordámos demasiadas vezes com a mesma informação na comunicação social: "mais um acidente rodoviário esta madrugada, com vítimas; mais um despiste; mais um atropelamento". E, muitas vezes, jovens.
Enquanto se vivem momentos únicos de reencontro, emigrantes que regressam, famílias que se abraçam, outros morrem na estrada, em acidentes rodoviários imprevistos no silêncio da noite, deixando cadeiras vazias e um luto que não escolhe datas. Até ao momento, o número de vítimas mortais nas estradas portuguesas aumentou consideravelmente face ao mesmo período do ano anterior.
Este agravamento da sinistralidade em época natalícia acontece apesar das inúmeras campanhas nacionais e do reforço do policiamento. Mudam-se os slogans, repetem-se os alertas, mas os comportamentos insistem em falhar. E os motivos quase sempre os mesmos: excesso de velocidade, álcool e telemóvel. Três escolhas. Três erros evitáveis.
Portugal continua na cauda da Europa em matéria de sinistralidade rodoviária. Não por falta de leis ou de informação, mas por falta de atitude, continuando a acreditar que o risco é sempre dos outros.
Pensemos no impacto que a ausência de atitude pode causar numa família e num país. Nestes dias de festas e de excessos, exige-se maior responsabilidade individual: reduzir a velocidade, evitar o álcool, na luta coletiva por zero mortes na estrada.
Amanhã é fim de ano. Um momento simbólico de recomeço, uma página que se vira à procura de outra ainda melhor.
A todos os meus estimados leitores, desejo um ano muito feliz, com saúde e sonhos concretizados, a começarem logo no primeiro dia. E que neste ano novo, todos regressem a casa.
