O jogo do Vitória contra o Moreirense não era nada fácil. Apesar da tradição, a verdade é que a equipa de Guimarães, mas a de Moreira de Cónegos, levava 5 pontos de avanço sobre o Vitória. A descontração de estar por cima na classificação permite jogar com mais confiança e tranquilidade. Quanto ao Vitória, tinha muito a perder caso não conseguisse ganhar o jogo.
O Vitória tem entrado, nos últimos jogos, ao nível da intensidade e procura da bola quase sempre bem. O que fazer desse domínio e atitude é que não tem corrido de feição. E assim aconteceu neste jogo: o Moreirense foi reagindo, ganhando o meio-campo, e tirando a iniciativa ao Vitória.
A chave do jogo esteve, então, nas substituições vitorianas. Não que os efetivos fossem neutros, não o foram, mas as substituições mudaram completamente o jogo. A entrada de Samu devolveu-nos o meio-campo que se perdera, ainda na primeira parte. E, posteriormente, a entrada do jovem N"Doye agitou o ataque vitoriano, como, até aí, não tinha acontecido. O avançado continua a surpreender-nos, pois o seu domínio de bola e a verticalidade foram irrepreensíveis no lance que deu o penálti que Samu transformou em golo.
Os dois foram efetivos nos dois últimos jogos antes deste. Perdemos ambos. Parece que, vindos do banco, acrescentam mais. Não será, certamente, mais do que uma coincidência. Mas...
O que parece mesmo acertado é ter o Charles na baliza. O jovem Castillo vinha dando mostras de algum nervosismo e desconforto. Charles, na sequência da Taça da Liga, é um rochedo e uma aposta a ser repetida. Sem ser preciso aquecer para entrar.

