O Estádio Municipal de Braga engalanou-se para receber o jogo da jornada. Há muito que o Braga-Benfica foi elevado ao estatuto de clássico e o ambiente em torno destes jogos melhorou significativamente desde que o clube passou a reservar os bilhetes para os seus associados. Os adeptos do Braga voltaram a comparecer em massa, fizeram-se ouvir durante toda a partida e a bancada Nascente, 100% braguista, ergueu uma mensagem gigante para a entrada das equipas: "SC Braga de alma e coração".
Dentro de campo, o Braga começou melhor e merecia ter marcado primeiro. Para isso, bastaria que o árbitro ou o VAR tivessem visto uma grande penalidade por falta de Barreiro sobre Pau Victor logo aos 7 minutos. Se fosse ao contrário certamente teriam visto.
Mas há mais: o Benfica chegou ao golo num lance em que árbitro e VAR também não viram Moutinho ser empurrado e afastado do lance. Moutinho foi admoestado com um cartão amarelo por breves protestos, mas Otamendi terminou o jogo sem qualquer cartão, mesmo depois de se ter atirado ao árbitro durante largos minutos para protestar de uma decisão acertada deste. Estes erros e esta dualidade de critérios destroem a credibilidade da Liga e a integridade da competição.
Sem qualquer noção do ridículo, treinador e presidente do Benfica ainda se queixaram do árbitro e do VAR que, de tão condicionados, até os tinham acabado de favorecer.
Pode ser que 2026 traga mais verdade, mais justiça e mais respeito à Liga. Enquanto isso não chega, continuaremos a fazer o nosso caminho, recordando aos mais incautos ou alienados que Aqui é Braga!

