Ser do Sporting é uma montanha-russa de emoções e a prova disso foi o jogo em Arouca, depois da vitória frente ao PSG. O triunfo ao cair do pano custou, doeu, e o cansaço notou-se.
Foi o primeiro jogo em muito tempo que no banco só tínhamos jogadores da equipa A e mesmo com o regresso de Pedro Gonçalves às opções de Rui Borges, a vitória não foi tão fácil quanto poderia ter sido.
Posso dizer que foram muitas as oportunidades, posso dizer que nos faltou a atitude no último terço do terreno, mas a verdade é que isso, por si só, não justifica tudo. As falhas, a desconcentração e a ansiedade muitas vezes tomaram conta dos jogadores e aquilo que se sentia em campo acabou por se fazer sentir também nas bancadas de cimento do Municipal de Arouca.
Felizmente, contamos com Suárez. O colombiano chegou, convenceu e marcou, já conquistou tudo e todos e numa fase em que todos ouvíamos que não seríamos nada sem um sueco, ele veio provar o contrário. Este plantel funciona como uma família e isso nota-se. As vitórias são conquistadas com esforço coletivo e um pensamento comum: os três pontos, e ainda que tenha sido ao cair do pano, é no acreditar que muitas vezes está o ganho.
No dia em que eles desistirem de lutar por um tri, não tenho a mínima dúvida que se fará transparecer em campo. É difícil? É, mas impossível é não lutar. Será sempre até ao último segundo. É certo que não dependemos só de nós, mas desistir nunca fará parte da equação.
*Adepta do Sporting

