Entrar em campo com a atitude que estes jogadores entram chega para fazer esquecer as contrariedades e as dificuldades que se sentem. Não só existe um cansaço acumulado pela participação notável do Vitória nas competições europeias - a equipa portuguesa que mais tem contribuído com pontos para Portugal - mas, igualmente, e fruto dessa carga de jogos, o Vitória tem hoje um rol importante de jogadores lesionados, a que provavelmente se juntará Nélson Oliveira.
Nada poderia correr pior do que o aconteceu na primeira parte em Vila do Conde: contínuas perdas nos ressaltos, falhanços, golo anulado, más decisões na hora de defender. Apesar de se terem construído jogadas bonitas, faltou o golo.
Entrar na segunda parte com a crença que a equipa demonstrou não está ao alcance de qualquer um. Os jogadores do Vitória têm uma crença fantástica para assumir o jogo como assumiram, mesmo na primeira parte em que perdíamos por 2-0. Faltou-nos um bocadinho de sorte e mais calma na hora de concretizar as excelentes jogadas que se construíram.
Eu e os restantes sócios, apesar de não termos ganho o jogo como claramente merecíamos, temos orgulho nesta equipa. Não cai, mesmo quando tudo parece correr mal. Tem espírito, classe e urgência. Na quinta-feira temos uma partida importante com a equipa de Florença. A passagem aos oitavos de final, que todos esperamos se concretize nesse jogo, não será apenas um merecimento, mas, sobretudo, um degrau. Um passo acima, numa equipa que sem contratações sonantes, e com base no jogador português, tem construído um bonito e competente percurso. E que, sobretudo, o merece.

