Não foram só anos a fazer jornalismo de saúde que me ensinaram a perceber e a respeitar o AVC. Foi sobretudo o facto de o drama se ter abatido sobre o meu círculo muito próximo, atingindo uma pessoa saudável, que nunca bebeu ou fumou, que tinha cuidado com a alimentação e fazia desporto todos os dias, que não tinha colesterol e cujo único erro foi não saber viver sem stresse. Nunca foi pálido, nem flácido, nem pré-obeso e até desconfia das vacinas (cada um é como cada qual, o AVC ensinou-me, também, que o amor está acima das divergências de opinião). Em vez de destilar ódio e dizer alarvidades nas redes contra uma figura pública que sofreu um AVC, alguns imbecis deveriam usar o alcance que têm para incentivar o Mundo a perceber os sinais de um mal silencioso que pode acontecer ao mais puro dos seres. Até a eles.
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