Não gosto nada de falar sobre arbitragem e, creio, nesta minha coluna tenho evitado fazê-lo, pois admito que o facto de ser adepto do Vitória me tira a necessária objetividade. Os árbitros têm um trabalho difícil que é preciso respeitar, daí que evito analisá-lo. A introdução do VAR procurou, admito, aliviar a dificuldade de julgar lances difíceis. Já a incompetência, por ser absoluta, é mais difícil de aliviar, dentro do campo ou mesmo fora dele.
Vem isto a propósito, pelo segundo jogo consecutivo na Liga, da avaliação de lances decisivos que prejudicaram o Vitória e lhe tiraram os merecidos três pontos. Manu, antes e depois do golão de Estocolmo, foi uma espécie de involuntário (e injusto) patinho feio. Contra o Boavista foi empurrado antes da bola lhe ir ao braço, no lance decisivo contra o Estrela, penso, houve uma disputa normal de bola, em que o árbitro decidiu transformar em penálti um lance comum. O mesmo árbitro que, de forma diversa, quando Villanueva é empurrado na área do Estrela, decidiu esquecer - e no caso até não necessitaria - o seu desajustado “rigor”.
Acho, sinceramente, que há árbitros que nunca jogaram à bola em miúdos. Só assim será minimamente explicável o que nos tem acontecido. Concordo que, mesmo assim, poderíamos ter sido melhores, mais espertos, mais eficazes. Talvez estejamos habituados em demasia às arbitragens que nos permitiram, sem truques, ser 100% vitoriosos na Liga Conferência e bater um recorde importante para Portugal. Continuamos com brilhantismo a amealhar pontos para o nosso futebol que, por paradoxal bizarria, nos castiga por aqui.
*Adepto do V. Guimarães

