Os finais de ano são propícios a balanços. Mas as cadeiras de baloiço estavam esgotadas e eu recuso-me a balançar de outra forma.
Por isso, centro-me nas superstições. E isto porque, apesar de não ser supersticioso, confesso-me preocupado: despedir Jesus e Deus na época natalícia há de dar azar. Na Páscoa, pelo menos, haveria esperança de ressurreição. Agora, receio que nem comendo 2022 passas venha um ano em condições. O ano de dois-mil-e-vinte-e-dois. Por favor, esqueçam lá o vinte-vinte-e-dois. Já em 2019 eu alertei que a malta andava a insistir no vinte-vinte em vez de dizer dois-mil-e-vinte. Resultado? Peguem lá uma pandemia e aproveitem a reclusão forçada para aprender o alfabeto grego, que vai dar jeito. E se 2022 já vai começar com eleições, não é preciso chamar mais azar, certo? Vamos lá atinar e sejam felizes. Bom ano!
Jornalista
