Descobri há dias que a expressão "vai dar banho ao cão" ganhou uma nova versão, mais simpática e polida. Na Alemanha, a surpreendente tendência de passear cães invisíveis está a ganhar adeptos. Há seminários dedicados ao tema e o objetivo, explicam, é simular a responsabilidade de ter um animal. Treinar antes de, efetivamente, acontecer.
Posto isto - e como ainda não há escolas que ensinem a governar um país - gostaria de convidar o senhor primeiro-ministro a ir passear calmamente o cão. A refletir sobre as suas escolhas e palavras, a agarrar a trela vazia com vigor enquanto revê as declarações dos últimos dias. "Portugal está no topo do Mundo", os "trabalhadores estão a ganhar mais e a pagar menos impostos". Ai sim? Nem o cão invisível acredita, quanto mais o país.

