
É assim. Somos todos uns procrastinadores enfadados, uns preguiçosos a descansar sobre a mediocridade que nos vai dando algum pão e roupa lavada, com sorte, uns instalados pouco ambiciosos. Fôssemos todos como o CR7 e isto andava para a frente. Só não percebemos bem que parte do CR7 temos de ser. A parte do influenciador que se senta à mesa com petrodólares e protofascistas, a parte do menino narcisista que está convencido que é melhor do que todos os outros e que só se dá com gente que, como ele, se acha melhor do que todos, a parte do rapaz bonzinho que distribui bodo aos pobres, a parte do tipo que marca golos, a parte do outro que amua se não for incluído, ou a parte do funcionário principescamente pago para ser tudo isto? Eu prefiro continuar a ser quem sou e ter vergonha na cara.
