Esta semana ficou marcada pelo anúncio dos 26 jogadores que Fernando Santos escolheu para representarem Portugal no Mundial do Catar e por mais uma expulsão de Sérgio Conceição. Da Cidade do Futebol, o selecionador nacional deu a conhecer ao Mundo uma lista sem surpresas, mostrando-se coerente com o que tem feito no passado, enquanto em Mafra assistimos a nova manifestação de ira do treinador do F. C. Porto, que lhe pode custar mais uma suspensão - quando escrevo estas linhas ainda não havia sido divulgada a lista de castigos aplicados pelo Conselho de Disciplina -, afastando-o do sempre icónico dérbi com o Boavista.
Mas comecemos pela seleção. Se estivesse na pele de Fernando Santos, confesso que teria elaborado uma convocatória semelhante, até porque, admito, sou mais fã de Matheus Nunes do que de Renato Sanches. Só lamento mesmo não ter havido uma vaga para Pedro Gonçalves, mas o selecionador lá terá as suas razões para deixar o sportinguista de fora e levar João Félix. Para o primeiro Mundial a meio de uma época, como acontecerá no Catar, sem tempo para realizar um estágio em condições, acho que Fernando Santos fez as escolhas certas ao juntar aos indiscutíveis Cristiano Ronaldo e Pepe - espero que o central esteja mesmo recuperado, pois faz muita falta - aqueles que têm competido ao mais alto nível. Daí as justas chamadas de António Silva, 19 anos, e Gonçalo Ramos, 21 anos, que conquistaram o direito de ir ao Catar pelas exibições no Benfica.
E agora Sérgio Conceição. Por mais razão que tenha - e a verdade é que Hélder Malheiro fez vista grossa a uma falta nítida sobre Grujic -, o treinador não pode perder a cabeça por dá cá aquela palha. Sobretudo quando um jogo está resolvido, como o de Mafra. O que aconteceu requeria bom senso de Conceição, primeiro, e depois também do árbitro. Mas já se percebeu que para alguns a tolerância é... zero!
Editor-adjunto
