Ao contrário de outros, o Braga tem muito orgulho em ostentar o nome da cidade e região de que é a principal bandeira desportiva. Talvez por isso muitos não entendam a "Identidade Bracarense" que tão explicitamente se exibiu para receber o outro Sporting, de Lisboa, perante mais de 20 mil braguistas.
O Braga controlou na primeira parte, mas não criou mais oportunidades. Na única vez que chegou à baliza, Ricardo Horta marcou um grande golo que fez os bracarenses voltarem a acreditar. Mas ainda antes do intervalo, o adversário chegou à vantagem e começou o antijogo.
Na segunda parte, o controlo por parte do Braga acentuou-se (72% de posse de bola, nem sempre consequente, mas a isso voltarei outro dia). Mais bola, mais oportunidades e mais erros de arbitragem. A desonestidade do que vimos é chocante: perdas de tempo sem qualquer ação disciplinar (porque é que o guarda-redes do SCP tem direito a múltiplos avisos enquanto outros veem cartões?); dualidade evidente de critérios nas faltas; expulsão poupada a Maxi Araújo; penálti a favor do Braga por assinalar aos 84 minutos (o VAR não viu?); e uns hilariantes três minutos de compensação depois de repetidas perdas de tempo e sete substituições (todos temos visto quanto tempo é dado ao SCP quando precisa de marcar).
O final foi outra vez dramático e emocionante. Apesar da mais que evidente pressa do árbitro para acabar o jogo, o Braga chegou ao empate através de um penálti no último minuto. A festa foi grande pela justiça que este golo ajudou a repor. Mas não foi perfeita: o Braga queria e merecia ganhar.
*Adepto do Braga

