Parece não haver muitas dúvidas sobre a vitória de AJ Seguro nas presidenciais. Contudo, sendo ele oriundo do PS, não esquecerá as "malfeitorias" que alguns responsáveis do partido lhe fizeram e, como sempre referiu, será presidente de todos os portugueses e é disso que precisamos.
Contudo, o PS não terá um futuro fácil, beneficia como a Democracia com este êxito e deveria orgulhar-se disso, mas tem um percurso a recuperar que passará por dificuldades geracionais e de alguma "clarificação interna" que mostre publicamente que não é uma "agência de emprego" para quem não sabe fazer mais nada.
Não será fácil reorganizar um novo PS e torná-lo polo agregador social, partido de liderança e organização, pode manter essa característica mas, como sempre pensaram Soares, Zenha, Macedo e Cal Brandão, José Luís Nunes, com forte ancoragem a Norte e ao Porto em especial, cabeça de região e "cidade berço de cultura e sentido cívico".
Partido com organização operária e cívica e "gabinetes de estudos" em áreas de interesse técnico e social, cooperativismo, em particular de habitação, sindicalismo em moldes de justo sentido produtivo e justiça social, poder local e capacidade de diálogo directo com cidadãos e seus problemas quotidianos, tudo isto o PS do futuro terá de procurar fazer como fez no passado, para não ficar parado na ponte do esquecimento.
Como "velho PS" não ignoro estas dificuldades, são geracionais mas não só, têm a ver com novas tecnologias e conhecimentos, mas mudanças tão grandes técnicas e de relações humanas que implicam "nova sociedade e novos protagonistas". Seja o PS capaz de perceber tudo isto!

