E que tal a FIFA retirar o Mundial de futebol dos Estados Unidos?
Donald Trump queria ser o Nobel da Paz, mas teve de se contentar com a medalha que a premiada, a venezuelana Maria Corina Machado, lhe ofereceu num encontro em que entrou na Casa Branca pela porta dos fundos. A pacifista-mor do planeta em 2025, que antes incitara os Estados Unidos a atacar o próprio país, teve como paga, após a queda de Nicolas Maduro, ouvir da boca de Trump que não serve para governar a Venezuela. Estranho? Não, afinal o que lhe interessava era o petróleo. Mas antes de Machado ser peão descartável, a FIFA satisfez o ego de Trump e atribuiu-lhe o Prémio da Paz do organismo. Gianni Infantino ignorou o que os Estados Unidos faziam e continuaram a cometer, por ordem de Trump, atos que configuram crimes à luz do Direito Internacional.
E agora temos o Mundo em ebulição com nova guerra no Médio Oriente, de consequências imprevisíveis, depois de os Estados Unidos e Israel - ou o contrário, pois já não se sabe quem manda em quem - terem bombardeado o Irão, matando o líder religioso, governantes e quadros militares que se reuniam para analisar as conversações em curso com os... americanos. Trump lançou a região num caos e já disse não querer saber da seleção do Irão no Mundial. Será que é preciso mais para retirar o torneio dos Estados Unidos e arranjar outro país que se junte a México e Canadá, nem que isso signifique adiar tudo para 2027, para além de afastar a equipa americana. Ou a FIFA de Infantino só sabe ter mão dura para russos e bielorrussos...

