O desenvolvimento sustentado do território exige estratégias adequadas aos novos paradigmas económicos e societais, marcados por questões ambientais, desmaterialização, conectividade e automação, onde o conhecimento e a inovação são diferenciadores de novas lógicas de competitividade.
Estes desafios exigem a concertação dos principais atores da região, sejam empresas, poder local, instituições científicas e outras organizações, em torno de estratégias regionais abertas ao global e perspetivadas face aos desafios tecnológicos e a novos modelos de negócio.
Mas, o desenvolvimento baseado na valorização do conhecimento exige a capacitação e, logo, investimento em infraestruturas científicas para a produção e aplicação, bem como a formação de recursos humanos até níveis avançados. Este desafio exige a participação ativa dos atores locais em torno de estratégias regionais abertas ao global, consubstanciando ecossistemas regionais de inovação.
Ao contrário de paradigmas do passado, a coesão territorial é, hoje, um fator de competitividade pelo que, estratégias de desenvolvimento e resiliência do país devem ter como objetivo a atração e retenção de talento e a criação de condições competitivas de investimento baseadas na produção, aplicação e valorização de conhecimento no dito interior.
A valorização do conhecimento será tanto maior quanto melhor a estratégia se adaptar ao local, isto é, quanto mais harmoniosamente considerar as especificidades regionais, caso da realidade demográfica e socioeconómica, ativos endógenos, rede científica e de inovação, em articulação com políticas nacionais e europeias.
Em síntese, a visão para um país regionalmente mais equilibrado deve ter como pilar a incorporação do conhecimento em atividades especializadas geradoras de valor.
*Reitor da UTAD
