Um "estudo" defendeu a substituição da palavra mãe por "pessoa grávida" ou "pessoa lactante". Parece que na Austrália e no Reino Unido esta "linguagem neutra" chegou a ser implementada, em nome de uma suposta inclusão e para não ferir suscetibilidades.
Outro "estudo" indicou, porém, que esta novilíngua "inclusiva em termos de género" prejudicou a relação mãe/bebé e a amamentação. Dado o interesse do tema, também fiz um "estudo". A minuciosa investigação demorou cerca de meio nanossegundo. Eis a conclusão: substituir mãe por "pessoa grávida" ou "pessoa lactante" é estúpido. Tão estúpido como a peregrina "ideia" que surgiu para os lados de França de substituir as palavras pai e mãe por "parente 1" e "parente 2". Se a inclusão não se faz por decreto, o caminho também não será a imbecilidade. Por mais "neutra" que possa parecer.
*Jornalista

