Era uma noite fria, ventosa e chuvosa. O horário, mais pensado para as transmissões televisivas do que para as pessoas no estádio, convidava a ficar em casa. Mas o jogo era demasiado importante para as aspirações do Braga nesta época. Conscientes disso mesmo, a equipa e os adeptos compareceram na Pedreira com a força suficiente para reencontrar o caminho das vitórias e manter a distância para o segundo lugar.
O jogo começou com um Braga determinado a ganhar. Foi a primeira vez em mais de um mês que o Braga não jogou duas vezes na mesma semana e isso notou-se na fluidez do jogo. Apesar das alterações forçadas, a equipa entrou mais entrosada e desperdiçou um par de oportunidades para se colocar em vantagem no marcador. O primeiro golo chegou numa jogada de entendimento perfeito - ao primeiro toque - entre Abel Ruiz, Iuri Medeiros e Bruma que marcou pela terceira vez em 195 minutos de jogo na Liga.
A segunda parte foi marcada pelo marasmo até que Artur Jorge mexeu na equipa e fez entrar os obreiros do segundo golo. Banza marcou de bicicleta um golo que, ao mesmo tempo, fez acordar a Pedreira de alegria e tranquilizar os adeptos em relação à luta pelos lugares do pódio.
No interlúdio dos golos há uma figura que se destaca no Braga. Al Musrati esteve, mais uma vez, tão certo como um relógio suíço. O médio é uma âncora sólida na defesa e uma seta de grande astúcia a lançar a equipa para o ataque. Que a sua tranquilidade e qualidade ajudem a sedimentar o Braga no pódio.
Positivo: Apesar de ter ficado abaixo da média de 14 585 espectadores, o jogo da Pedreira foi o segundo mais concorrido da jornada. São números que devem fazer a Liga pensar nos horários dos jogos.
Negativo: A falta de critério disciplinar do árbitro Nuno Almeida. Muitos cartões por mostrar aos jogadores do Rio Ave contrastam com o amarelo exibido a Al Musrati numa falta que não existiu. É uma falta de critério que se repete jornada após jornada e prejudica um dos quatro clubes na luta pelo pódio.
*Adepto do Braga

