Desejo aos leitores do JN que, em 2010, saibam reunir condições para serem felizes. Procurando conhecer-se cada vez melhor e aperfeiçoar-se, corrigindo o que houver a melhorar. Procurando utilizar equilibradamente os recursos para serem úteis a si próprios e, sobretudo, aos outros. Procurando estar sempre disponíveis para, construtivamente, encontrarem as melhores soluções e as saberem concretizar.
Desta forma cada um estará a dar o seu contributo para um melhor 2010 em termos colectivos. Sabemos que, em Portugal e no mundo, a situação não está fácil. E, por isso, devemos responsavelmente procurar contribuir construtivamente, evitando o desperdício e o consumismo, apostando naquilo que for mais enriquecedor, sob todos os pontos de vista, desde o económico ao social, ao cultural e ao espiritual.
É de prever que o Governo sinta necessidade de, mais cedo ou mais tarde, nos pedir mais alguns sacrifícios, à semelhança do que tem acontecido em Espanha, na Grécia e na Irlanda, onde tem havido reduções nos salários dos funcionários públicos, diminuição dos subsídios de desemprego, diminuição das pensões de reforma e diminuição nos apoios à Saúde.
Em Portugal sabemos que é muito importante reduzir o défice das contas públicas, evitar investimentos não reprodutivos e estimular o aumento do mérito, da competência e da competitividade. Algumas medidas necessárias poderão não ser simpáticas, mas é desejável que sejam lucidamente assumidas, para benefício de todos nós.
Em termos pessoais, os meus votos de que saibam todos gostar de si próprios e, muito, dos outros. Que saibam gostar dos vossos familiares, dos vossos amigos, dos conhecidos, dos desconhecidos e mesmo dos inimigos, desculpando-os por não saberem ser melhores. Que saibam todos gostar das pessoas, dos animais, das plantas, dos minerais, do planeta Terra, do Universo. Que saibam amar-se a si próprios, aos outros e ao Todo. Que saibam assumir-se como partícula do Todo Universal ou do Amor Universal.
Feliz 2010!
