A revisão do modelo de financiamento do futebol português deu ontem mais um passo relevante, com a realização, na Cidade do Futebol, da primeira reunião formal do grupo de trabalho criado para avaliar e reformular o modelo existente. A constituição desta equipa especializada cumpre uma das deliberações da mais recente Assembleia Geral da Federação Portuguesa de Futebol, posteriormente consolidada no Conselho de Presidentes de dezembro, onde foi sublinhada a urgência de promover uma reflexão profunda sobre o financiamento de todo o universo futebolístico, de modo a garantir a solidez económica de toda a sua estrutura.
Esta "task-force" integra representantes de todas as dimensões da modalidade, incluindo a FPF, a Liga Portugal, a Mesa do Plenário das Associações Distritais e Regionais e as Associações de Classe. Os trabalhos são coordenados por António Ramalho, figura de reconhecido mérito no setor financeiro, que, em articulação com os sócios ordinários e uma consultora internacional, desenvolverá uma análise de fundo orientada para a sustentabilidade económica, o equilíbrio competitivo e a viabilidade global do futebol nacional, assente num debate rigoroso, participado e com contributos de todos os intervenientes da indústria.
Até ao final da atual época desportiva, o grupo apresentará uma proposta de modelo financeiro consistente e tecnicamente fundamentada, alinhada com referências internacionais e práticas adotadas por outras federações europeias, capaz de responder às necessidades específicas de cada agente. Num contexto exigente, num setor que continua a reclamar maior valorização e incentivos há muito aguardados, a comunidade do futebol português volta a afirmar-se pela coesão, pelo empenho e pela responsabilidade, servindo novamente de exemplo a outras áreas da sociedade.
PS: A Seleção Nacional de Futsal qualificou-se com brilhantismo para a final do Campeonato da Europa. Amanhã, na Eslovénia, Portugal procura alcançar o tricampeonato continental. Fica para a sétima final internacional em menos de um ano. Que venha o sexto título. Força, Portugal!

