Parece que os homens primitivos procuravam impor as suas ideias e dominar os outros pela força física. Algumas pessoas ainda hoje utilizam esses métodos. Mas, como ser gregário, o homem foi-se procurando impor por pertencer à casta dominante. Sendo que as características diferenciadoras foram variando: a linhagem, a raça, a classe social, o nível de acumulação de bens materiais, …
Depois, os seres humanos terão percebido que, pelo seu próprio esforço, podiam conseguir realizar coisas bonitas, que os tornavam respeitados, admirados e susceptíveis de serem seguidos pelos outros. Na ciência, nas artes, na economia, no desporto… Não precisavam de impor, antes iam conquistando.
Mas, alguns, terão percebido que a sua capacidade de realização, crescendo com a sua vontade, a sua paciência, a sua persistência, a sua coragem, a sua determinação, seria tanto maior quanto maior fosse o seu respeito pelas leis universais. Mas também quanto melhores fossem as suas intenções de serem úteis a si próprios, àqueles que os rodeavam de perto - familiares, amigos ou conhecidos - e, mesmo, às pessoas mais distantes - que nem sequer conheciam.
A actuação de seres como Einstein, Gandhi, Teresa de Calcutá ou Nelson Mandela faz-nos ponderar que a verdadeira força não é a física ou das armas, não é a da classe social ou política, não é a económica ou do conhecimento meramente científico. Leva-nos a pensar que a verdadeira força pode abarcar tudo isso, mas está para além de tudo isso.
Faz-nos ponderar que a verdadeira força vibra em cada um de nós, como partículas da Força Universal. Faz-nos sentir como parte integrante dessa Força Universal, embora por vezes, ou muitas vezes, esquecidos dessa realidade. Faz-nos sentir que essa Força Universal está espelhada em cada um de nós, ou seja, que cada um tem em si todo o seu potencial. A explorar de si para consigo, de si para com o Todo. Sem necessidade de impor seja o que for, seja a quem for. Em harmonia, serenamente, com Amor.
