Foi com um golo legal que o F. C. Porto venceu nos Açores o Santa Clara e isso já diz muito sobre o merecimento e justeza. Ninguém poderá adivinhar se teríamos ou não ganho o jogo sem aquela oferta monumental de Gabriel Batista, absolutamente infeliz na abordagem, próximo da casa de partida, no lançamento para um colega. Samu, concentrado e de olhos no momento quando a bola escorrega das mãos do guarda-redes adversário, encosta para o golo mais simples da sua vida e não se pode dizer que tenha sido algo a cair do céu. Era um F. C. Porto capaz de encostar o Santa Clara às cordas, aquele que tinha regressado do intervalo. A estrelinha da sorte não acompanha o campeão porque é muito cedo na cronologia da Liga e não foi o factor sorte a ajudar o Sporting em Ponta Delgada para a Taça de Portugal. Mas brilhou no domingo, sem reservas, para quem mais quis ganhar o jogo.
O regresso de Rodrigo Mora ao banco traz de volta Gabri Veiga ao campo da titularidade, sem que este tenha tido grande influência no jogo. Contra um adversário a jogar muito atrás, sentiu-se que talvez pudesse ter sido melhor apostar na inversão, com o espanhol a sair do banco quando o jogo mudasse de feição após um golo, explorando a sua reconhecida capacidade para passes longos e excelente visão de jogo. Mas é fácil falar depois. Condicionada pela lesão de Francisco Moura ainda não estava decorrida meia hora de jogo, não foi uma vitória brilhante mas, uma vez mais, competente e com a assinatura de uma equipa altamente competitiva. E recordista. Era quase impensável que dos escombros da época passada, Francesco Farioli pudesse fazer ressurgir um plantel-equipa capaz de fazer a melhor primeira volta de sempre do campeonato português.
*Adepto do F. C. Porto

