Os bons resultados da equipa neste cansativo arranque de época levam, o adepto vitoriano, a pensar que tudo vai sempre correr bem. Mas assim não é, e assim não foi.
Sabemos, naturalmente, que as exigências de calendário, devido a imaculada participação do Vitória na Liga Conferência, são fortíssimas e deixam marcas na equipa. Ainda assim, nenhum de nós imaginava uma exibição tão pobre da nossa equipa em Ponta Delgada. Desinspirada e profundamente adormecida, à exceção de Varela, que fez o que pôde até ao golo da equipa insular.
Insolados ficamos nós - com tanto prévio sol - que guardamos todas as nuvens esquecidas para o jogo de domingo. E foi cinzento o futebol apresentado. Apesar de tudo, esperávamos que alguém enganasse aquela modorra e nos presenteasse com um golo e uma vitória imerecida. Tal não aconteceu.
Para mal dos nossos pecados ainda vimos Tiago Silva, o nosso fundamental maestro, a levar um vermelho, no final do encontro, mais de um ano após outro vermelho no Estádio do Algarve, para a Taça, pelos mesmos motivos. Não vale a pena discutir com os árbitros. Não equipamos de vermelho, nem de verde, nem de azul, por isso, como dizia O’Neill, o respeitinho é muito bonito. Pelo menos para nós. É escusado acicatar os homens do apito, ainda por cima em retroativos. Não só a exibição, mas também a atitude não esteve bem.
Resta-nos pensar em coisas simples, apesar de significativas. No jogo apenas onze portugueses alinharam inicialmente: oito traziam o equipamento vitoriano. Fraco consolo, mas teremos que olhar para estas coisas, quando tudo o resto falha clamorosamente, como falhou.
*Adepto do V. Guimarães

